6 de jun de 2013

Capítulo 4 - O sinal dos antigos aliados


- Kurome-sama você precisa se levantar. Vamos, temos que chegar a praia – diz Yamakawa Emi.

A jovem Emi estava assustada ao ver o peito de Kurome todo cheio de marcas negras, era a primeira vez que ela via aquilo.

- Kurome-sama, por favor, me diga que essas marcas não vão levar você à morte – fala Emi.

- Está tudo bem Emi-dono logo essas marcas vão sumir e eu vou melhorar. Você não deveria estar aqui. É muito perigoso – diz Kurome.

- Não se preocupe comigo. Eu sabia que deveria vir ajudá-lo. Olhe só como você está, vamos levante-se, precisamos chegar à praia rapidamente.

A jovem Emi pede para Kurome que se apoie em seus ombros com apenas um braço em volta do seu pescoço. Com a técnica do Clã Yamakawa eles conseguem se mover rapidamente pelo caminho em direção à praia.

Yokaze e Shirou estão na praia atacando os guardas em surdina. Yokaze olha para o mar e vê três pequenos barcos que haviam saído da grande embarcação se aproximando da praia, ele avisa Shirou apenas com gestos para preparar o grupo que estava com ele. Shirou corre em direção ao grupo de pessoas que estavam escondidas perto de algumas árvores.

- Ouçam-me, os barcos já estão chegando fiquem preparados para embarcar o mais rápido que puderem – diz Shirou.


Hayane e o grupo que ela estava acompanhando finalmente chegam à praia. Ela pede para que todos fiquem abaixados e que se escondam perto das arvores.

- Esperem o sinal para irem para os barcos, fiquem preparados – fala Hayane.

Os aproximadamente quarenta soldados montados estavam cada vez mais perto da praia, usando a estrada principal o tempo para chegar era bem menor. O falcão de Yokaze voava sobre os soldados a uma altura que eles não o percebiam, assim Yokaze conseguia ter noção do tempo que lhes restava para concluir a operação.

Os guardas da praia foram todos derrotados, nada ali poderia atrapalhar a operação. Yokaze, Shirou e Hayane correm para a estrada.

- Os soldados chegaram aqui logo. Shirou, Hayane precisamos fazer o possível para atrasa-los – diz Yokaze.

Yokaze sobe em uma árvore, espalha dezenas de tetsubishis pela estrada enquanto Hayane se esconde atrás de uma árvore na beira da estrada ao lado de onde a armadilha estava sendo armada.

Enquanto isso Kurome e a Jovem Emi estavam próximos da praia.

- Emi-dono... você acha que todos estão bem – diz Kurome.

- Não se preocupe Kurome-sama, tenho certeza que Yokaze, Shirou e Hayane estão se esforçando ao máximo para que tudo dê certo. Além disso, eles têm muito talento, são os orgulhos de suas famílias – afirma Emi.

Yokaze podia criar estratégias e táticas de combate com muita facilidade, do seu Clã herdou o Kazejutsu que dava a ele o controle do vento. Shirou possuía Genjustu que também foi herdado de seu Clã. Manipular a mente de seus adversários era o seu ponto forte. Hayane possuía o Kagejutsu, usava sua técnica para copiar a face e a voz das pessoas, precisando apenas ver e ouvir a voz de seu alvo. Hayane diferente dos outros teve um mestre que lhe ensinou o Kagejutsu pois seu Clã aperfeiçoava as técnicas com armas e corpo a corpo o Ninjutsu.

Os três barcos finalmente chegam à praia. Dentro de cada barco havia um marujo e um Cavaleiro. Os três Cavaleiros saem dos barcos, eles não vestiam armadura, mas carregavam uma lança e um escudo gigante em suas costas. Eles chegaram à areia seca da praia e então o cavaleiro mais velho dentre eles grita.

- NOSSOS ANTIGOS ALIADOS PRECISAM DE NOSSA AJUDA ENTÃO AQUI ESTAMOS.

Eram essas as palavras. Todas as pessoas dos três Clãs que estavam escondidas esperavam por esse sinal e foram então em direção aos barcos.

Os soldados montados estavam prestes a passar por cima da armadilha que Yokaze havia feito na estrada. Então os cavalos que estavam na linha de frente foram levados ao chão, seus cascos foram machucados pelas tetsubishis e um dos cavalos machucados carregava o Comandante dos soldados. O comandante cai de seu cavalo e machuca seu ombro e joelho.

- Não percam tempo! Continuem! Sigam em frente – diz o comandante.

Todos os soldados montados continuaram a cavalgar em direção à praia. O comandante e mais alguns feridos pela armadilha se preparam pra seguir em frente. No mesmo momento Yokaze, que estava na árvore acima deles ataca os soldados arremessando várias shurikens. Hayane sai de onde estava escondida arremessando suas bo-shurikens. Todas as lâminas de arremesso acertam seus alvos.

Os soldados que passaram pela armadilha estavam seguindo em frente e de repente todos param. Shirou estava no meio da estrada de olhos fechados segurando um pedaço de papel entre seus dedos, o papel estava altura de seus olhos e nele havia um selo que brilhava exatamente igual a lua que iluminava aquela noite.

A frente de Shirou havia mais de 30 soldados armados... 

Autor: Keishiru
Editor: Fê
Supervisão: Kayo
Arte: Takehiko ; Eiji


Bônus: Artes dos fãs 

A maldição de Kurome

Desenhado por Ana Carolina
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24 de mai de 2013

Capítulo 3 - A maldição de Kurome


O falcão dá o sinal para Yokaze, os inimigos estão por perto. Yokaze corre para um lugar mais alto e vê um grupo de aproximadamente sete soldados montados prestes a passar exatamente onde Kurome e Hayane estavam.

Kurome também percebeu que os soldados estavam próximos. O grupo que passava por aquele caminho tinha acabado de passar por Kurome e Hayane. Se o grupo demorasse um pouco mais teriam sido atacados pelos soldados. Kurome e Hayane foram para trás de uma velha cabana que ficava de frente para a estrada.

- Está na hora Hayane, faça de acordo com o planejado – diz Kurome.

Yokaze tinha uma visão muito boa de onde ele estava, porém não conseguia ver o grupo que estava com Shirou. Então, temendo que Shirou e seu grupo poderiam estar sendo perseguidos, enviou seu falcão em direção à estrada para avisá-los do perigo.

Os soldados do Shogun estavam a cavalo quando de repente ouvem algumas vozes vindas de dentro de uma velha cabana logo à frente deles. Parecem ser pessoas lutando.

- Aaaah! Maldito, traidor! Temiha Kurome, você merece a morte – fala alguém de dentro da cabana.
- Não pense que conseguirá sair daqui! Ninguém escapa do grande Shogun – fala outra voz de dentro da cabana.

Quando os soldados ouvem o nome Kurome, rapidamente descem de seus cavalos e cercam a entrada da velha cabana.

- Saiam todos daí – diz um dos soldados.

- Não! Não deixe Temiha sair daqui de dentro, ele irá fugir usando um de seus truques – fala uma das vozes de dentro da cabana.


Os soldados fora da cabana ouvem os sons da batalha, cada vez mais intensa, e depois de alguns segundos, um silencio absoluto. Os soldados estavam confusos e temendo a fuga de Kurome todos eles entram na cabana com suas espadas em mãos. Um soldado levanta uma tocha tentando iluminar alguma coisa à sua frente, logo percebem que havia alguma coisa acima deles, Hayane estava suspensa no teto da cabana, jogou varias bo-shirukens mirando as pernas dos soldados. Kurome aparece da escuridão e ataca dois dos soldados distraídos. Hayane chega ao chão e da um salto rasteiro muito rápido para fora da cabana.

- Está fugindo! – Gritou um dos soldados.

Então, quando dois soldados tentam perseguir a fugitiva uma lâmina vem em direção a eles, a lâmina é bloqueada pelas espadas dos dois soldados.

- Temiha Kurome está aqui – diz Kurome mostrando sua face pouco iluminada pelo fogo da tocha.

Hayane corre em direção ao grupo de pessoas que haviam passado por eles minutos atrás.

- Eu sei que isso tudo estava planejado, mas não consigo controlar a vontade de voltar e ajudar o Kurome-dono. Não... Tenho que achar o grupo e protegê-los – pensa Hayane.

Enquanto isso, Yokaze olha para o mar e percebe que a neblina que havia visto antes começa a diminuir e então vê a proa de uma grande embarcação atravessar a neblina.

- Kurome-dono, nossos aliados chegaram – diz Yokaze.

Yokaze parece aliviado ao ver a embarcação chegar, então volta a olhar os caminhos por onde os grupos passaram, e vê ao longe cerca de quarenta soldados montados, indo velozmente em direção à praia pela estrada. Os dois grupos já estão muito próximos de chegar à praia então Yokaze desce em direção ao mar para render os guardas que ficam entre a saída da floresta e a praia. O gavião de Yokaze teve sucesso em avisar o grupo que estava com Shirou, eles haviam acabado de chegar à praia.

Na velha cabana onde estava Kurome novamente não havia sons de lutas ou conversas, apenas os ruídos da noite, como se nenhum humano estivesse ali. Kurome estava fora da cabana escorado em uma grande árvore, totalmente imóvel. Tinha alguns cortes na roupa e pouco sangue seu, o rosto de Kurome transmitia apenas cansaço e dor.

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- Vovó Emi, ele derrotou todos os soldados? – Pergunta Aisa

- Sim, Aisa. Ele era muito forte, ganhou de sete soldados – diz a avó de Aisa.

O pai de Aisa estava ouvindo a história desde o início. Ele havia pedido para que sua mãe Emi tivesse cuidado para não falar muito, pois Aisa ainda era pequena para saber sobre alguns assuntos e verdades.

- Meu pai não deixou ninguém vivo naquela velha cabana. Poucas pessoas sabem o segredo que ele guardava. Sua maldição. Meu pai não podia tirar vidas humanas. Cada vez que ele tirava uma vida a sua própria era diminuída. Manchas escuras saíam do lado esquerdo de seu peito, se espalhando pelo resto do corpo. Mesmo assim ele tirou a vida daqueles soldados naquela noite – pensa o Pai de Aisa.

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Kurome usou seu doujutsu, forçando aos inimigos a terem dificuldade de se mover e causando uma grande pressão mental. Sua técnica era muito poderosa, porém exigia muito de seu corpo e por isso ele teria que "derrubar" seus inimigos rapidamente.

A consciência de Kurome estava se perdendo. Enquanto escorado na árvore foi caindo lentamente. Ele iria com o rosto ao chão, mas uma Shinobi apareceu, o segurou e colocou a mão em seu rosto.

- Eu estou aqui Kurome-sama. Vim para te ajudar a cumprir sua promessa comigo e com todos que confiam em você – diz ...


Autor: Keishiru
Editor: Fê
Supervisão: Kayo
Arte: Takehiko ; Eiji

17 de mai de 2013

Capítulo 2 - Os Temiha e a Operação dos Shinobis


O sol nasce na Vila Sonkei, a pequena Aisa ainda está dormindo quando:

- Aisa, acorde, está na hora do café da manhã.

- Mamãe, estou com sono.

- Não, pequena, levante-se, escove os dentes que o seu chá está na mesa, mais tarde vou ler para você o livro que sua avó lhe deu de presente.

- Mamãe, o papai já viajou de novo?

- Ainda não, mas ele vai voltar para o trabalho essa noite.

Aisa e sua mãe foram tomar o café da manhã, quando chegaram à mesa o pai de Aisa já havia acordado e aparentemente esperando as duas.

- Papai, bom dia!

Aisa e sua mãe se aproximaram do homem que estava com um olhar serio, então cada uma beijou um lado do rosto dele e logo ele fecha os olhos e abre um grande sorriso.

Depois da família de Aisa terminar o café da manhã seu pai diz que precisa ir ao encontro de algumas pessoas da Vila e sua mãe vai cuidar das plantações ao lado da casa enquanto Aisa senta-se na porta do quintal e abre o livro que sua avó lhe deu de aniversário, admira as figuras e tenta ler algumas palavras.

- Len-len-da-rios, lendários, ra-rérois – tentando ler com dificuldade a pequena Aisa.

- O certo é Heróis, Aisa – diz sua avó que havia acabado de chegar.

- Vovó Emi! O livro que você me deu é lindo! – Aisa corre e abraça as pernas de sua avó.

- Hahaha, que bom que gostou pequenina, depois do almoço irei continuar a te contar a história de ontem.

Mais tarde no mesmo dia todos haviam acabado de almoçar, Aisa e sua avó foram para a sala onde estava seu pai arrumando alguns papeis.

- Agora vou continuar a história de ontem Aisa, sente-se – diz sua avó.

- Tome cuidado com o que vai contar pra ela, mãe – fala o pai de Aisa.

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Após a reunião o velho Ken chama Kurome para fora da casa.

- Espero que tenha um plano muito bom Kurome-dono, ainda estou muito preocupado com essa ideia de fuga – diz o velho Ken.

- Eu farei tudo para garantir a segurança de todos Ken-dono, como disse a todos, é uma promessa – fala Kurome.

- Bem, não foi para isso que chamei você aqui fora, Emi, venha aqui.

- Boa tarde Kurome-sama – diz a jovem Yamakawa Emi.

- Emi-dono, já faz um tempo que não conversamos – fala Kurome.

- Eu vou procurar algo decente para beber, não demore muito Emi – diz o velho Ken.

Muitas pessoas já sabiam que Emi estava prometida a se casar com Kurome e quanto mais problemas apareciam mais eles adiavam o casamento, Emi e Kurome se conheciam desde crianças, seus Clãs sempre foram muito unidos, mas esta seria a primeira vez que uma união entre os dois Clãs seria feita.

- Eu estou muito insegura quanto a essa fuga Kurome-sama.

- Todos estão com o mesmo sentimento Emi-dono, mas eu prometo a você que quando estivermos bem longe de todo esse caos que essa guerra criou eu me casarei com você e teremos muitos dias felizes.

- Kurome-sama – Emi abraça Kurome e lacrimeja.

Dois dias depois da reunião entre os Chefes dos Clãs todos estavam nervosos, mas preparados, era o dia da fuga. O que realmente poderia levar a fuga ao desastre eram os soldados do Shogun, eles eram a policia armada, bem treinados e infelizmente pouco piedosos, pois seguiam cegamente às ordens que lhes davam.

O plano estava decidido, a Operação dos Shinobis começaria algumas horas após o pôr do sol. De cada Clã, um Shinobi entre os mais habilidosos foi escolhido, Yamakawa Yokaze, Nishimoto Shirou e Tanaka Hayane.

Yokaze
Yokaze subiu para um local bastante alto para ter a visão do caminho da fuga. Nos dias anteriores ele passou varias horas observando e estudando todos os caminhos possiveis, caso necessário iria informar sobre qualquer problema. Hayane ficou junto a Kurome em um dos dois caminhos que levavam ao destino final, o mar. Shirou ficou com um grupo de pessoas, com responsabilidade de proteger a todos, eles caminhariam por outra estrada um pouco longe de onde Kurome estava.

A Operação já estava iniciada, Yokaze olhava para a praia sob a luz da lua poucos guardas estavam ali, acima do mar havia uma densa neblina, indiferente e misteriosa.

Todos estavam se movendo. Por enquanto tudo estava indo bem, estavam chegando à metade do caminho em direção ao mar. Os dois grupos eram compostos de aproximadamente 50 pessoas, crianças, adultos e os poucos idosos que concordaram em fugir, não carregavam muitas coisas. O que pudesse atrapalhar seria deixado pelo caminho.

De repente o gavião de Yokaze canta no meio do céu. Era o sinal...


Autor: Keishiru
Editor: Fê
Supervisão: Kayo
Arte: Takehiko ; Eiji

10 de mai de 2013

Capítulo 1 - A fuga dos Shinobis


Nossa história começa entre o impacto de duas wakizashis, dois Shinobis travam uma batalha intensa onde qualquer movimento errado pode ser fatal. Um dos Shinobis tinha cabelo espetado e usava uma mascara cobrindo o nariz e sua boca, e o outro estava com um capuz preto típico de um assassino contratado.

- Parece que o Shogun Hiro quer mesmo minha cabeça – diz o Shinobi de cabelos espetados.

- Pouco me importa o que você fez, o pagamento por esse trabalho é dez vezes mais do que eu ganho normalmente.

- Infelizmente eu não tenho tempo a perder com você.

Então em um instante o Assassino se sente paralisado e ajoelha-se em frente ao seu alvo, ele não consegue mexer nenhum músculo de seu corpo, sente dificuldade até para um simples piscar de olhos e quando olha para seu inimigo vê uma assustadora aura negra ao redor dos olhos. Aquela agoniante sensação apenas aumenta, seu alvo aproxima-se, o assustador olhar negro se torna insuportável para o Assassino, ele aparenta estar perdendo a consciência, então o Shinobi de cabelos espetados golpeia o pescoço do assassino deixando-o desacordado a beira da estrada de terra. E antes de sair do lugar onde aconteceu a batalha diz para si mesmo:

- Nesse período de guerra pouco me importa quem é você, não vejo razões para mais vidas serem tiradas.

Após a batalha, o Shinobi de cabelos espetados volta para uma reunião entre três chefes de Clãs. Aparentemente estavam esperando-o para dar inicio a reunião.

Chefes presentes: Tanaka Hiroshi, Nishimoto Kento e Yamakawa Ken com sua filha Emi.

- Kurome-dono, acredito que tenha um bom motivo para nos chamar aqui e atrasar-se - diz o velho Ken.

                               Kurome Temiha

- Peço desculpas por isso a todos, foi apenas mais um imprevisto de vários que tem ocorrido nesses últimos tempos, mas a razão pela qual eu chamei a todos foi para decidir o futuro de nossas famílias, todos estão cientes de que a guerra ameaça a vida de todos  e convido vocês a irem para longe dessa guerra junto comigo.

- Você só pode estar louco, como pretende sair do país com três Clãs, o país em meio ao caos – responde Kento.

- Mesmo se não estivéssemos em guerra quem iria nos ajudar, muitos de nós estão sendo perseguidos pelo Shogun, nos chamando de traidores – fala Hiroshi furioso e com lagrimas nos olhos.

- É exatamente por esse motivo que pretendo levar vocês e suas famílias para longe daqui, a linhagem de nossas famílias não deve acabar posso conseguir um meio de sair do país rapidamente, preciso apenas que vocês estejam prontos. Na pouca honra que me resta nesse país prometo segurança para todos que me acompanharem – diz Kurome.

O silencio toma conta da sala, todos estavam tomando sua decisão mentalmente, o medo de verem seus filhos sofrendo por causa da violência sem controle da guerra, nenhum deles tinham muitas escolhas, fugir para sobreviver parecia realmente a melhor decisão.

- Não temos escolha, se não quisermos que mais pessoas de nossas famílias morram em meio a esta guerra – fala Kento.

Todos concordam e confiam na promessa de Kurome.

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- Vovó Emi, ninguém ficou triste por sair de casa?

- Todos eles pequena Aisa, mas cada um queria ver sorrisos no rosto das pessoas que eles mais amavam.

- Vovó Emi, conta mais um pouco.

- Não, não, pequenina, seu aniversário foi hoje, você precisa descansar, eu conto mais amanhã, durma bem.

A avó despede-se com um beijo, sai do quarto fecha a porta e pensa.

- Seu avô adoraria contar toda essa história para você.

 
                 Aisa Temiha - 8 anos

Autor: Keishiru
Edição :   Mika
Supervisão: Kayo
Arte:  SemRosto